Quando eu era mais novo, ao atravessar a rua na faixa, onde havia sinal (semáforo), sempre o fazia logo que o sinal ficava verde para os pedestres. Porque se ficasse vermelho e houvesse algum pedestre na faixa, os carros saíam e deixavam o pedestre numa situação complicada e desesperadora.
Hoje a situação se inverteu, pelo menos por onde costumo passar. Os pedestres não se importam de começar a atravessar mesmo que o sinal já esteja aberto há muito tempo. Óbvio que logo abre para os automóveis que, geralmente, esperam a conclusão da travessia. Uma inversão de hábitos em poucas décadas. O que não muda é a arrogância dos que se acham "no direito". Com muita frequência o pedestre que sai atrasado no sinal, atravessa bem lentamente e encarando os motoristas, mal conseguindo conter um sorriso desafiante.
A moeda mudou sua face. Difícil é mudar a mentalidade das pessoas. Não é uma competição, mas um acordo para tornar a convivência entre as pessoas mais organizada. Isso deveria chamar-se CIVILIZAÇÃO.
quarta-feira, setembro 11, 2013
Atravessando a rua
quinta-feira, agosto 22, 2013
segunda-feira, novembro 12, 2012
Casal Kirchner aumenta o patrimônio em 82 milhões de pesos em apenas 8 anos
O diário argentino La Nación publicou hoje matéria que mostra o aumento do patrimônio do casal Kirchner, Néstor e Cristina, desde 2003 quando ele foi eleito presidente e depois seguido por sua esposa. Em maio de 2003 seu patrimônio era de $7.000.000 e no final de 2011 $89.000.000. Mais um escândalo dessa família que tenta destruir a Argentina.
Leia o texto na íntegra (em espanhol)
Minha Criança Interior - Edição de Férias
- Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Acupunturista e Terapeuta Biográfico.
- Antonélla Aggio, Formada em Psicologia (PUCCAMP 1997), em Terapia Social pela Associação Beneficente Três Fontes em Campinas/SP, e Aconselhadora Biográfica;
- Pousada Vale das Flores, a 10 minutos andando.
- Alê Friburgo Hostel, um albergue, também bem perto.
- Hotel Bucsky, na chegada da cidade, a cerca de 15 minutos de carro.
- Hotel Dominguez Plaza, no centro da cidade, a cerca de 10 minutos de carro.
- Hotel São Paulo, também no centro da cidade, a cerca de 10 minutos de carro.
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Panoramas Biográficos em Itatiba e Juiz de Fora
- informação sobre as fases da vida, as leis biográficas;
- contato com o próprio corpo: danças circulares;
- contato com o inconsciente: atividades artísticas (aquarela e colagem, a princípio), conto de fadas;
- reflexão individual: a escrita da vida;
- reflexão em grupo: contando a própria história;
- eu hoje: identificando a minha pergunta;
- pensando o amanhã: projetando metas para a minha vida.
Coordenação:
Rosângela Cunha
Marcelo Guerra
Locais, datas e preços:(Os preços incluem hospedagem em quartos individuais, com alimentação completa durante o período do workshop, os materiais utilizados, os custos com divulgação e os honorários dos coordenadores.)
Em Itatiba (SP), na Fazenda Pereiras, de 29 de abril a 2 de maio de 2010.
Em Juiz de Fora, no Seminário da Floresta, de 13 a 16 de maio de 2010.
R$1050,00 ou 4XR$262,50Preço especial para quem se inscrever até 28 de fevereiro de 2010: R$800,00 ou 4X R$200,00
Preço especial para quem se inscrever até 15 de abril de 2010: R$900,00 ou 4X R$225,00
Escreva para rosangela@terapiabiografica.com.br ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:
Curso Biográfico de Páscoa em Minas Gerais
Deixar morrer para que possa nascer o novo em mim.
Dizer que a morte faz parte da vida nos faz pensar só no final, mas é muito mais presente do que isso: a cada situação em que precisamos terminar algo para começar uma nova etapa da vida, a morte está ali. Muitas vezes nos apegamos a situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina. Podem ser situações de trabalho, de relacionamento, de hábitos.
O objetivo deste Curso Biográfico de Páscoa é explorar estas situações que precisam de renovação e despertar na alma a vontade da mudança.
Para isso usaremos atividades artísticas, atividades corporais, partilha em grupo e reflexão individual.
Quando e onde?
De 9 a 11 de abril (sexta a domingo) no Retiro das Rosas, em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto, a 1h40min de Belo Horizonte.Coordenação:
• Marli Ribeiro, pedagoga e terapeuta biográfica
• Rosângela Cunha, psicóloga e terapeuta biográfica
• Marcelo Guerra, médico e terapeuta biográfico
(Os preços incluem estadia em quartos duplos, com alimentação no período do workshop. A inscrição é efetivada com o depósito da primeira parcela.)- R$680,00 ou 4X R$170,00.
Informações e Inscrições:
Rosângela: (31)8532-2217 ou (32)8887-8660 rosangela@terapiabiografica.com.brMarcelo: (11)6463-6880, (22)9254-4866 ou (21)7697-8982 marceloguerra@terapiabiografica.com.br
VAGAS LIMITADAS
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Panorama Biográfico
O trabalho biográfico de base antroposófica busca clarear o sentido da vida, a missão de vida, através do resgate de fatos da vida. Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida que escolhemos para nós mesmos.
A síntese da programação é a seguinte:
- informação sobre as fases da vida, as leis biográficas;
- contato com o próprio corpo: danças circulares;
- contato com o inconsciente: atividades artísticas (aquarela e colagem, a princípio), conto de fadas;
- reflexão individual: a escrita da vida;
- reflexão em grupo: contando a própria história;
- eu hoje: identificando a minha pergunta;
- pensando o amanhã: projetando metas para a minha vida.
- Rosângela Cunha
- Marcelo Guerra
Formação Biográfica – Minas Gerais – Escola Livre de Formação Biográfica
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça.)
Onde e quando?
Em Nova Friburgo, no Morgenlicht, de 26 a 29 de novembro de 2009.Em São Paulo, no Centro Paulus, de 14 a 17 de janeiro de 2010.
Em São Paulo, no Centro Paulus, de 29 de janeiro a 1º de fevereiro de 2010.
terça-feira, janeiro 05, 2010
Workshop Biográfico: A Luz e A Sombra
"Aquele que aprisiono com meu nome fica gemendo nesta prisão.
Vivo ocupado em construir este muro à minha volta;
e, dia a dia, à medida que o muro sobe até o céu,
vou perdendo de vista meu verdadeiro ser na escuridão de tua sombra.
Orgulho-me deste alto muro e o revisto com terra e areia,
para que não se veja nenhuma rachadura neste nome.
E, com os cuidados todos que tomo,
vou perdendo de vista meu verdadeiro ser."
Rabindranath Tagore
Cada vez mais nos afastamos de qualidades que retratam a essência do nosso EU, gerando como consequência sofrimento e dor. O workshop A Luz e a Sombra na Alma Humana tem por objetivo trabalhar de forma vivencial as forças da alma vinculadas ao sentido do olfato, ampliar a qualidade de contato e levar à reflexão sobre a forma como lidamos em nossa vida diária com a nossa própria violência e vícios.
Está baseado no segundo trabalho de Hércules, em que o Herói luta contra uma hidra de muitas cabeças, que representam nossas sombras, nossas máscaras, que criamos como defesas e depois se tornam nossas prisões. Este workshop é destinado às pessoas que desejam trabalhar o autodesenvolvimento.
Metodologia:
Palestras, atividades artísticas, danças circulares, pesquisa na própria biografia e outras vivências em grupo.
- O que representam as cabeças da hidra na minha vida?
- Quais são as sombras que preciso levar à luz para retirar sua força?
- O que aprendo de mim mesmo ao reconhecer minhas sombras?
Quem coordena?
Rosângela Cunha, Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica
Marcelo Guerra, Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico
(Formação Biográfica - Minas Gerais - Escola Livre de Formação Biográfica
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum - Dornach/Suiça.)Quando e onde?
De 12 a 14 de março de 2010, no Chateau dos Jesuítas, em Monnerat ( Duas Barras) - RJ.
Quanto? (Os preços incluem estadia em quartos individuais, com alimentação no período do workshop. A inscrição é efetivada com o depósito da primeira parcela.)
- R$680,00 ou 4X R$170,00.
- Preço promocional para os inscritos até 31/01/2010: R$540,00 ou 4X135,00.
Mais informações e inscrições:
Rosângela: (31)8532-2217ou (32)8887-8660 santana@terapiabiografica.com.br
Marcelo: (22)9254-4866 ou (21)7697-8982 marceloguerra@terapiabiografica.com.br
COMO CHEGAR A MONNERAT:
ÔNIBUS DA VIAÇÃO 1001 DIRETO, SAINDO DO RIO DE JANEIRO E NITERÓI (saídas do Rio às 9:10h e 14:15h; e os mesmos ônibus param na Rodoviária de Niterói e saem 30 minutos depois de cada horário, ou seja, 9:40h e 14:45h). É possível também tomar um ônibus até Nova Friburgo, que oferece muito mais horários e outro a partir de lá. O tempo de viagem é de cerca de 3h e 40 minutos de ônibus.Para quem vai de carro, é só pegar a estrada RJ-116 (Niterói-Friburgo) e seguir direto. Após passar por Nova Friburgo, continuar na mesma estrada por aproximadamente 30 minutos. Monnerat fica no km 117 desta estrada.
terça-feira, dezembro 08, 2009
Panorama Biográfico em fevereiro de 2010
A síntese da programação é a seguinte:
- informação sobre as fases da vida, as leis biográficas;
- contato com o próprio corpo: danças circulares;
- contato com o inconsciente: atividades artísticas (aquarela e colagem, a princípio), conto de fadas;
- reflexão individual: a escrita da vida;
- reflexão em grupo: contando a própria história;
- eu hoje: identificando a minha pergunta;
- pensando o amanhã: projetando metas para a minha vida.
- Rosângela Cunha
- Marcelo Guerra
Formação Biográfica – Minas Gerais – Escola Livre de Formação Biográfica
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça.)
Onde e quando?
Em Juiz de Fora, no Seminário da Floresta, de 4 a 7 de fevereiro de 2010.Quanto? Os preços incluem hospedagem em suítes individuais, com alimentação completa durante o período do workshop, os materiais utilizados, os custos com divulgação e os honorários dos coordenadores.
3X R$300,00 ou R$900,00 à vista, para inscritos até 18/12/2009.
3X R$350,00 ou R$1050,00 à vista, para inscritos a partir de 18/12/2009.
Escreva para santana@terapiabiografica.com.br ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:
(21)7697-8982, (11)6463-6880 ou (22)9254-4866, Marcelo
(32)8887-8660 ou (31)8532-2217, Rosângela
AS INSCRIÇÕES SERÃO ACEITAS SOMENTE ATÉ O DIA 20/01/2010. VAGAS LIMITADAS A 8 PARTICIPANTES
Reservamo-nos o direito de não oferecer o workshop, caso não haja número mínimo de inscritos.
Como chegar de ônibus a partir do Rio de Janeiro:
Tomar o ônibus Rio - São João Nepomuceno (Viação Útil/Brisa) na Rodoviária Novo Rio, e avisar ao motorista que deseja descer em frente ao Seminário da Floresta. O ônibus para na porta do Seminário. Horário de saída: 8:15h.
quarta-feira, outubro 14, 2009
Workshop de Antroposofia
O trabalho biográfico de base antroposófica busca clarear o sentido da vida, a missão de vida, através do resgate de fatos da vida. Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida que escolhemos para nós mesmos.
A síntese da programação é a seguinte:
- informação sobre as fases da vida, as leis biográficas;
- contato com o próprio corpo: danças circulares;
- contato com o inconsciente: atividades artísticas (aquarela e colagem, a princípio), conto de fadas;
- reflexão individual: a escrita da vida;
- reflexão em grupo: contando a própria história;
- eu hoje: identificando a minha pergunta;
- pensando o amanhã: projetando metas para a minha vida.
Coordenação:
- Rosângela Cunha
Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica
- Marcelo Guerra
Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico
(Formação Biográfica – Minas Gerais – Escola Livre de Formação Biográfica
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça.)
Onde e quando?
Em Nova Friburgo, no Morgenlicht, de 26 a 29 de novembro de 2009.
Em São Paulo, no Centro Paulus, de 14 a 17 de janeiro de 2010.
Escreva para santana@terapiabiografica.com.br ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:
(21)7697-8982, (11)6463-6880 ou (22)9254-4866, Marcelo
(32)8887-8660 ou (31)8532-2217, Rosângela
VAGAS LIMITADAS A 8 PARTICIPANTES POR WORKSHOP
terça-feira, julho 21, 2009
Panorama Biográfico em São Paulo
O trabalho biográfico de base antroposófica busca clarear o sentido da vida, a missão de vida, através do resgate de fatos da vida. Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida que escolhemos para nós mesmos.
O trabalho biográfico lança mão de reflexão individual, resgatando os fatos do passado de cada um; da partilha desses fatos em grupo, onde muitas vezes o outro funciona como espelho; e através da arte, que é a forma de expressão pela qual o Eu interior melhor se expressa. Assim jogamos luz em nossas vivências, e percebemos como nosso destino se manifesta, para podermos fazer as mudanças necessárias em nossas vidas para agir de acordo com ele e sermos mais felizes e saudáveis.
A síntese da programação é a seguinte:
* informação sobre as fases da vida, as leis biográficas;
* contato com o próprio corpo: danças circulares;
* contato com o inconsciente: atividades artísticas (aquarela e colagem, a princípio), conto de fadas;
* reflexão individual: a escrita da vida;
* reflexão em grupo: contando a própria história;
* eu hoje: identificando a minha pergunta;
* pensando o amanhã: projetando metas para a minha vida.
Em São Paulo, de 6 a 9 de agosto de 2009, no Centro Paulus, em Parelheiros.
Coordenadores:
Rosângela Cunha
Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica
Marcelo Guerra
Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico
Escreva para santana@terapiabiografica.com.br ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:
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(11)3070-8982, Marcelo (deixe mensagem de voz com seu número, se estiver indisponível no momento)
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(32)8841-8660
, Rosângela
Investimento:
- R$1240,00 ou 4x R$310,00;
A confirmação da inscrição é feita mediante o depósito da primeira parcela. O preço inclui os honorários, o material a ser usado nas vivências, a hospedagem em apartamento individual com alimentação completa durante o período do workshop, e os custos com a divulgação.
quarta-feira, abril 01, 2009
Protesto do Greenpeace na Ponte Rio-Niterói

RIO - Um protesto do Greenpeace na Ponte Rio-Niterói levou transtornos aos motoristas que seguiam de Niterói para o Rio logo no início da manhã desta quarta-feira. Às 7h, pelo menos dez ativistas fizeram um rapel no Vão Central da ponte, onde estenderam uma faixa de 50 metros de comprimento por 30 metros de altura para protestar contra o aquecimento global. A manifestação só terminou por volta das 10h. Mesmo com o fim do protesto, os motoristas enfrentaram dificuldades em todos os acessos à Ponte até o fim da manhã. Às 12h, o fluxo era normal em ambos os sentidos da via.
Por causa do protesto, a faixa da direita da pista, junto à mureta lateral, ficou interditada ao trânsito desde o início da manifestação, que durou cerca de três horas. Onze ativistas que davam apoio à ação foram levados ao posto da PRF e dois carros do grupo também foram rebocados. Equipes da concessionária que administra a Ponte e da Polícia Rodoviária Federal foram até local do protesto. O protesto chamou a atenção dos motoristas, que reduziam a velocidade para observar a ação.
Mais cedo, os reflexos do congestionamento atingiram a Avenida Quintino Bocaiúva, na orla de São Francisco, em Niterói. Os motoristas também enfrentaram retenções na Alameda São Boaventura, no Fonseca. Quem saía de São Gonçalo precisou ter paciência na Niterói-Manilha. O congestionamento seguia do Gradim até a Avenida do Contorno, na altura do bairro do Barreto, em Niterói.
Quem optou fugir do congestionamento nas principais vias de Niterói enfrentou fila na estação do catamarã Charitas, com destino à Praça Quinze.
Na faixa estendida, a frase em inglês "Líderes mundiais: clima e pessoas primeiro" tinha o objetivo de alertar os líderes mundiais do G20, que se reúnem em Londres, para se preocuparem não só com a crise econômica, mas também com os problemas do clima no planeta.
Para o Greenpeace, os países desenvolvidos, como grupo, devem acordar em reduzir suas emissões em pelo menos 40% até 2020 (em comparação com os níveis de 1990), enquanto países em desenvolvimento também assumem sua responsabilidade na luta contra o aquecimento global. O Brasil, por exemplo, quarto maior emissor de gases do efeito estufa por causa da destruição da Amazônia deve lutar pelo desmatamento zero.
sábado, março 28, 2009
Hora do planeta

Sábado, 28 de março, às 20h30
O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.
O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.
Participe! É simples. Apague as luzes da sua sala.
quarta-feira, março 18, 2009
Senado Discute Cotas para Universidades
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado promove hoje audiência pública para debater o projeto de lei que reserva 50% das vagas em universidades públicas e escolas técnicas federais para alunos da rede pública, com subcotas para negros, pardos, índios e os grupos provenientes das famílias mais pobres. Foram convidadas dez pessoas, entre intelectuais, militantes do movimento negro, representantes de ONGs.
Esta é a segunda tentativa no Senado de promover um debate público sobre o polêmico projeto. A primeira, que deveria ter sido realizada em dezembro do ano passado, não aconteceu por falta de quórum: dos 23 integrantes da comissão, apenas cinco estavam no plenário quando foi aberta a lista de presença. Eram necessárias pelo menos 12 assinaturas para que a audiência prosseguisse.
Um dos convidados para o encontro de hoje, o cientista político Bolívar Lamounier defende a ampliação do debate para o maior número possível de pessoas, uma vez que a aprovação do projeto pode ter um grande impacto social. "É preciso alertar a população", diz ele. "O projeto cria conflitos de natureza inter-racial num país onde esse problema se torna cada vez menos importante."
O argumento de que o projeto de cotas pode insuflar conflitos entre diferentes grupos étnicos, sem conseguir promover um maior nível de justiça social, tem sido constante entre os seus opositores. Do outro lado, entre os grupos que defendem sua imediata aprovação, argumenta-se que políticas afirmativas, como as cotas, são a melhor maneira de se reduzir as desigualdades resultantes de diferenças econômicas e discriminações raciais.
"A situação de desigualdade racial no Brasil é grave e deve ser atacada com medidas radicais", diz o professor de direito constitucional William Douglas, da coordenação da ONG Educafro. "A cota racial é uma boa medida nessa direção."
Nem todas as entidades que atuam em defesa dos direitos dos negros apoiam o projeto. Na opinião de Francisco Jhony Rodrigues Pereira, operador de sistemas de eletricidade e presidente o Fórum Afro da Amazônia, também convidado para a audiência de hoje, em vez de estimular cotas raciais, o governo deveria investir mais pesadamente no ensino público básico - onde está concentrada a maioria dos jovens negros. "Somos a favor das cotas sociais, que ajudam a combater a discriminação contra os pobres", diz ele.
Os senadores estão divididos. A relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, Serys Slhessarenko (PT-MT), defende a sua rápida aprovação. Mas o presidente da comissão, Demóstenes Torres (DEM-GO), é um dos seus principais opositores.
O senador diz que se trata de um projeto com potencial de dividir a sociedade, jogando cidadãos contra cidadãos. Ele também reclama da redação, que considera confusa.
A relatora já disse que considera plausível discutir uma nova redação, sem modificar o conteúdo. Do jeito que está, o projeto reserva vagas na rede pública de ensino superior para alunos provenientes do ensino secundário da escola pública, com subcotas para quem tem renda de 1,5 salário mínimo per capita na família; e também para indígenas, negros ou pardos. Esses terão subcotas de acordo com a presença dos grupos no conjunto da sociedade, constatada pelas pesquisas demográficas do IBGE.
Fonte: Estadão
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Tecendo o Fio do Destino: Autoconhecimento pela Antroposofia
Este curso tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte, como aquarela, modelagem em argila, tricô, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro. Porém será uma oportunidade de apropriar -se da sua obra mais importante: a sua história, tornando-se dono e artífice da mesma. E desta forma, acrescentar detalhes, retocar e dar acabamentos em qualquer momento da sua vida.
Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências. Permite identificações além de possibilitar um olhar de fora, como quando assistimos um filme, sendo testemunhas de fatos comuns, arquetípicos, ao desenvolvimento do ser humano.
Em Niterói, o Tecendo o Fio do Destino será realizado em 8 encontros quinzenais, começando em 17 de março, de 19h às 22h.
- O valor total do workshop é R$ 680,00, divididos em 4 parcelas (cheques pré-datados) de R$170,00, sendo que a inscrição se dá mediante pagamento da 1ª parcela.
- Os inscritos até 28 de fevereiro terão um desconto e o custo total passa a ser R$560,00 ou 4 parcelas de R$140,00 (cheques pré-datados).
- E os inscritos até 14 de março também terão desconto, passando o custo total para R$600,00, ou 4 parcelas de R$150,00 (cheques pré-datados).
Em breve, teremos a definição de datas em que realizaremos o workshop em Nova Friburgo e Juiz de Fora. Fique de olho! Salve o endereço do site nos favoritos do seu navegador e nos visite. As Vagas são limitadas, e já estamos fazendo reservas para essas cidades.
- Em Niterói: Glia Cultura e Aprendizagem
Rua Nilo Peçanha, 142 – Ingá
- Em Nova Friburgo: DAO Terapias
Rua Ernesto Brasílio, 14/408 - Centro
Contatos e informações:
Rosângela: (32)8841-8660
santana@terapiabiografica.com.br
Marcelo: (21)7697-8982 ou (22)9254-4866 (deixar mensagem de voz ou de texto)
marceloguerra@terapiabiografica.com.br
quarta-feira, novembro 12, 2008
Palestras sobre Educação
RIO - O Sesi-RJ promove o 2º Ciclo de Palestras sobre Educação. Especialistas vão percorrer 10 escolas em 10 municípios do Estado do Rio dando palestras gratuitas para pais e professores.
O projeto visa debater temas sobre limites,adolescência, ensino de valores, virtudes e disciplina, fortalecendo o laçoentre família e escola. As vagas são limitadas e devem ser reservadas pelotelefone 0800-0231231.
No Sesi de Jacarepaguá, no dia 17 de novembro, às 19h, a mestre em Educação pela UFRJ Tânia Zagury fala sobre por que não bater, a palmada, como disciplinar, prêmios e recompensas, necessidades e disciplina por faixa etária,tarefas dos pais, e como não perder a autoridade ao disciplinar.
No mesmo dia,o professor e pesquisador Celso Antunes, especialista em Inteligências e Cognição, discute sobre valores na Educação, no auditório do Senai, em Nova Friburgo, às 19h.
Confira a programação de novembro:
17/11
- “Limites sem trauma, construindo o cidadão”, de TâniaZagury. Sesi de Jacarepaguá, 19h, na Av. Geremário Dantas 342, Tanque
- “Como ensinar valores, discutir inteligências ediscutir emoções”, de Celso Antunes. Nova Friburgo – Auditório do Senai, na Rua Pref. José Eugenio Muller, 220, 19h
18/11
- “Educar sem culpa”, de Tânia Zagury. Sesi de Nova Iguaçu, 19h, na Av. Gerson Chernicharo 1.321, Bairro da Luz
- “Limites sem trauma, construindo o cidadão”, de Tânia Zagury. Sesi de Duque de Caxias – Auditório do Senai, na Rua Arthur Goulart, 124,14h
- “Como ensinar valores, discutir inteligências ediscutir emoções”, de Celso Antunes. Sesi de Itaperuna, 19h, na Av. Deputado José de Cerqueira Garcia 883
19/11
- “Como ensinar valores, discutir inteligências ediscutir emoções”, de Celso Antunes. Petrópolis - Auditório da Fase, na Faculdade Arthur Sá Earp Neto, 19h, na Av. Barão do Rio Branco 1.003, Centro
20/11
- “Educar sem culpa”, de Tânia Zagury. Seside Barra do Piraí, 19h, na Av.Mário Salgueiro 1.065, Belvedere
Fim da Violência contra a Mulher
Nessa oportunidade será informada a agenda dessa campanha em Nova Friburgo e a importância da articulação das várias instituições envolvidas na prevenção e assistência às mulheres em situação de violência.
Local: Sede do Ser Mulher – Rua Souza Cardoso, 56
Centro – Nova Friburgo – RJ
Dia: 24 de novembro de 2008
Horário: 17h30
terça-feira, outubro 28, 2008
Biográfico Panorãmico

O Biográfico Panorâmico é realizado em regime de imersão, em locais reservados, onde os participantes podem dedicar-se a trabalhar o seu interior, para retornarem ao seu mundo renovados e modificados.
Os nossos próximos Biográficos Panorâmicos ocorrerão nas seguintes datas e locais:
* Em Juiz de Fora, de 13 a 16 de novembro, no Seminário da Floresta.
* Em Teresópolis, na Pousada & Spa Vrindávana, na estrada que liga a Nova Friburgo, de 27 a 30 de novembro.
Escreva para santana@terapiabiografica.com.br ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações.
O objetivo do Trabalho Biográfico é conhecer a sua vida e percorrer os caminhos da sua própria história reconhecendo os fios que te conduziram até o momento. Através do levantamento dos fatos da sua própria vida e da leitura consciente desses fatos, você trabalhará o panorama familiar e individual desde o seu nascimento até o dia de hoje, podendo então reescrever a sua história com linhas e fios mais claros, passando pelo centro do seu próprio destino.
De dentro de sua história, e só assim, é possível você reconhecer sua missão humana e transformá-la em ação consciente no mundo.
Este trabalho será de quinta-feira à tardinha a domingo após o almoço, em lugar selecionado para instrospecção e cura.
Coordenadores:
* Rosângela Cunha
Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica
* Marcelo Guerra
Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico
www.daoterapias.com.br
quinta-feira, outubro 16, 2008
Vivência Biográfica em Teresópolis
De 27 a 30 de Novembro, na Pousada e Spa Vrindávana. Promovido por DAO Terapias.
O objetivo do Trabalho Biográfico é conhecer a sua vida e percorrer os caminhos da sua própria história reconhecendo os fios que te conduziram até o momento. Através do levantamento dos fatos da sua própria vida e da leitura consciente desses fatos, você trabalhará o panorama familiar e individual desde o seu nascimento até o dia de hoje, podendo então reescrever a sua história com linhas e fios mais claros, passando pelo centro do seu próprio destino.
De dentro de sua história, e só assim, é possível você reconhecer sua missão humana e transformá-la em ação consciente no mundo.
Este trabalho será em regime de imersão, de quinta-feira à tardinha a domingo após o almoço, em lugar selecionado para instrospecção e cura.
Coordenação:
¬ Rosângela de Santa Anna Cunha, psicóloga, gestalt terapeuta, terapeuta biográfica.
¬ Marcelo Guerra, médico homeopata e acupunturista, terapeuta biográfico.
www.daoterapias.com.br
quarta-feira, outubro 08, 2008
Entrevista com Joseph Campbell
http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/
Uma Entrevista com Joseph Campbell
Escrito por Josenildo Marques
em 24 Agosto, 2007
A entrevista abaixo foi publicada no The Goddard Journal (vol. 1, nº 4) em 9 de junho de 1968. Nela Joseph Campbell fala sobre metodologia no estudo dos mitos, hinduísmo e o livro que estava para lançar: o quarto volume de As Máscaras de Deus, que é sobre o que ele chama de Mitologia Criativa. Esse livro ainda não foi traduzido para o português, portanto creio que minha tradução dessa entrevista, provavelmente a primeira a ser feita, possa oferecer uma boa introdução ao tema central do livro.
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I - Em seus estudos sobre mitologia, você tem usado seu conhecimento de psicologia e psicanálise para interpretar mitos. Você acha que mais poderia ser conseguido se houvesse maior variedade de metodologias à disposição?
C – Sou contrário a metodologias por que acho que elas determinam o que você vai aprender. Por exemplo, o estruturalismo de Lévi-Strauss. Tudo o que vai achar é o que o estruturalismo permitir que você ache. E um olhar aberto aos fatos que estão na sua frente vai ser impossível dessa maneira. Parece-me que assim ele se fecha para iluminações.
I – É culpa da metodologia em si ou da inabilidade da pessoa para usar a metodologia como uma ferramenta de maneira mais flexível?
C – Sim, sem dúvida, o caminho flexível é o mais apropriado. Você tem que saber correr, andar, parar e sentar-se. Mas se quiser ficar só sentado, então vai limitar sua experiência.
No anos 20 e 30, o funcionalismo estava na moda. Você não podia fazer comparações interculturais; você tinha que interpretar tudo de acordo com o que conhecia da cultura local. Seria como examinar o apêndice no corpo humano para determinar a condição do homem moderno. Você tem que seguir sua origem e descobrir que uso tinha em tempos remotos.
De maneira similar, muitos dos elementos de uma cultura são vestígios de usos anteriores, de funções remotas. E esses homens, por exemplo, Radcliffe-Brown, em seu livro (que considero esplêndido) sobre os habitantes das Ilhas Andamã, falha em entender aqueles mitos. Eles estão todos na frente dele e sua abordagem não responde as perguntas. Tudo que tem que se fazer é um pouco de comparações e se vai descobrir que as interpretações aparecem. Ficando preso a um método, ele limita sua visão e falha na interpretação daquela cultura.
I – Eu suponho que a tendência a totalizar a metodologia na ciência poderia ser comparada ao processo de totalização na religião, na qual a chance de uma revelação é, de alguma maneira, diminuída se não for erradicada porque as estruturas são congeladas, os rituais são congelados. E a vitalidade, o princípio interior de vitalidade, parece ficar estultificado.
C - Bem, concordo com isso plenamente. E eu acho que essa ênfase na estrutura, neste ou naquele método, é um tipo de desdobramento do monoteísmo. E noto que estudiosos judeus são mais inclinados a isso do que os outros. Ele tem que ter apenas um modo de interpretação. Veja os marxistas e os freudianos – e agora vem o estruturalismo de Lévi-Strauss, e nada mais conta. É incrível. É só a nossa panelinha aqui e qualquer prova que não se encaixe deve ser descartada. Tenho uma teoria sobre isso…
I – Lembro-me imediatamente de O Futuro de uma Ilusão de Freud, em que ele discursa sobre a origem do monoteísmo a partir da estrutura, do pai; e sabemos que as famílias judaicas trazem isso da figura paterna. Talvez essa seja uma das raízes psicológicas para esse tipo de abordagem estreita sobre a existência.
C – Exato. Em Totem e Tabu, Freud diz: “Admito que não consigo explicar as religiões matriarcais”. Esqueci a página, mas está em muitas palavras.
I – É algo que ele não consegue entender.
C – Não consegue porque o que ele está seguindo em Totem e Tabu é a horda do pai, o clã do irmão e as religiões patriarcais. Essa é a seqüência lá…Mas, e o culto à Grande Mãe?
No início, a tradição hebraica é a tradição do guerreiro-caçador, não é a de um povo sedentário que cultiva a terra e faz comércio. Entende? E é dessa última que se origina a grande civilização: agricultura, domesticação de animais, não do caçador errante. Os caçadores são todos guiados pelo princípio masculino: é o homem que traz a comida. Os povos plantadores são guiados pelo princípio feminino: a mulher é análoga à terra, que procria e nutre. Portanto, o Dr. Freud, com seu tipo de antipatia patriarcal para com o princípio feminino, não consegue lidar com isso.
I – Eu sei que não se pode ter uma ação trágica sem uma causa primordial, porque sem um objetivo não há como voltar ou até mesmo uma percepção trágica como acontece com Édipo. Não conseguiria imaginar Édipo Rei sendo escrito por um chinês, ou não poderia imaginar algo como Édipo Rei saindo da cultura oriental. Como você explica isso?
C – Tive uma experiência interessante sobre isso. Quando estava na Índia, associei-me por algum tempo a uma companhia de teatro de vanguarda em Bombai que se chamava Unidade de Teatro. Era uma companhia constituída de indianos não-hindus em sua maioria. O colega encarregado da companhia tinha origem árabe e seu associado mais próximo era um judeu indiano. Há uma antiga comunidade judaica na Índia. Muito dos participantes eram parsis. Adivinhe o que estavam apresentando? Estavam apresentando Édipo Rei. Eles tinham sua clientela, que já estava acostumada a assistir o que estavam apresentando. Eu os assisti quando se apresentaram a seu público em Bombai e, alguns meses depois, quando eu estava em Nova Délhi, eles chegaram e apresentaram Édipo Rei a um público totalmente hindu.
Você não acreditaria! Eu estava lá sentado, já tinha estado na Índia o tempo suficiente para entender o ponto de vista do público - e que horror! Aquelas pessoas estavam completamente chocadas. Eu nunca tinha visto tamanho tapa na cara do público. Eles nunca tinham visto uma tragédia grega; nunca tinham visto uma; não sabiam nada sobre a tradição grega.
A ênfase na Índia é para eliminar o ego: ele não existe. Em sânscrito, não há nem mesmo uma palavra para indivíduo. Os indianos não são indivíduos. São membros de uma casta, são membros de uma família. Eles estão em certos grupos etários; e têm certo temperamento; tudo isso são coisas genéricas. Mas lá estava aquela coisa pessoal do tipo mais violento e a quebra de tabus. O público ficou horrorizado.
Você podia ver que era uma absoluta violação de tudo que já pensaram ver no teatro, em qualquer nível, porque não existe algo como a tragédia no Oriente. Como pode existir uma tragédia quando se acredita na reencarnação? A dramaturgia oriental é um tipo de teatro de conto de fadas: nuances amorosas e situações divertidas, mas nada muito sério. Aquele que sofre na tragédia oriental é aquele quem tem que sofrer de qualquer forma. É esse corpo impessoal. Deixem-no ir – quem se importa?
O herói, o tema enfatizado na mitologia hindu, não é a pessoa; é o Shiva reencarnado que nasce e morre. E os gregos transferem isso para a pessoa. No Oriente, a pessoa que falha na sua jornada é um palhaço, um louco. No Ocidente, é um ser humano.
Lembro que, muitos anos atrás, quando eu estava escrevendo o Herói de Mil Faces, quando quer que eu quisesse um exemplo de fracasso, tinha quer dar um exemplo grego. Por que os heróis gregos são aqueles que sofrem. Os heróis orientais são aqueles que estão na jornada através do mito.
I – Estou tentando me lembrar de um exemplo oriental da tragédia grega.
C – Você quer dizer algo que poderia nos dar um tapa na cara como Édipo Rex fez com os hindus?
I - Sim. Lembro-me que, embora não seja um paralelo, no curso da tragédia de Beckett Esperando por Godot. Para mim, a tragédia nessa peça está no público. Beckett tirou tudo, exceto o trágico, e deixando o trágico, só ele resta. É apresentado só o básico, tão completamente reduzido que a ofensa se torna devastadora.
C – Bem, posso dar um exemplo do que tocar o público ocidental tão forte quanto a tragédia ocidental que aquele público hindu assistiu, e é o sacrifício ritual hindu. Num desses sacrifícios, por exemplo, alguém tem que tirar a pele de uma cabra e tem que tomar cuidado para que a cabra fique viva até que a pele seja totalmente tirada.
I – Esse exemplo seria bom.
C – Esse seria, não seria?
I – E a mitologia africana?
C – Ah, é uma mitologia rica. Os treze volumes de Frobenius – The Atlantis – é magnífico. Muito rico.
I – Você fez algum trabalho nessa área?
C – Ah, sim, muito. Mas ela ainda não foi bem coligida em inglês. Os alemães e os franceses fizeram melhor, eu acho, do que os ingleses. A Inglaterra estava mais, sabe, no Congo, com armas e câmeras…
I – Stanley e Livingstone…
C – Sim. Os alemães e os franceses foram até ela. Agora os ingleses estão indo. Para mim, a coisa mais interessante nos estudos africanos recentemente é esse alinhamento da cultura nok com a cultura effie, validando a intuição que Frobenius tinha no início do século, da antiguidade daquele complexo cultural na África ocidental, datando-o em cerca de 1000 a.C. Frobenius foi o primeiro a reconhecer e estudar a África como uma unidade histórica, não apenas como um bando de tribos selvagens.
Por que Frobenius ainda não foi traduzido para o inglês?
C – Eu descobri Frobenius no período em que estava lendo como um louco durante a Grande Depressão, antes de 1932. Por volta de 1939, estava tão entusiasmado que entreguei os livros de Frobenius ao meu agente literário para ver se conseguíamos um editor. Tenho as cartas desses editores: “talvez interessem a alguma universidade afro-descendente, mas…” Por isso Frobenius ainda não foi traduzido. Mas o verdadeiro motivo é que a Sociedade Antropológica Americana não concordava com as proposições dele – ela é um desses grupos monoteístas. Frobenius defendia a idéia da difusão; ele era um difusionista, que é um palavrão para a Sociedade Antropológica Americana. E esse homem que era grandemente respeitado na Europa é desconhecido aqui.
Tenho uma amiga que escreveu livro sobre questões políticas internacionais e foi a um editor que conheço muito bem. O livro foi rejeitado por esse editor porque ela só citava Frobenius.
I – Estou curioso para ver seu quarto volume.
C - O quarto volume vai sair no dia 20 de maio. Daqui a um mês depois de amanhã – e acredite – estou contente. Trabalhei nele por quatro anos. Demorou um ano para os editores conseguirem publicá-lo. Foi um pouco complicado, mas não vai saber quando lê-lo.
I – Você poderia falar um pouco do que trata neste volume?
C - Claro. É um livro que trata do que eu chamo de mitologia criativa. Na mitologia tradicional, à qual os três primeiros volumes são dedicados – a primitiva, a oriental e a ocidental – os símbolos mitológicos são herdados pela tradição e o indivíduo passa pelas experiências como planejado. Um artista criativo trabalha de maneira inversa. Ele passa por uma experiência de alguma profundidade ou qualidade e procura as imagens com as quais representá-la. É o caminho inverso. Por isso o título do livro é Mitologia Criativa.
Ele trata do primeiro problema que é a experiência estética, que eu chamo de “apreensão estética”, e então apresento uma análise da tradição imagética que os artistas modernos europeus herdaram. Temos a antiga tradição da Idade do Bronze; temos as tradições semita e hebraica; temos as tradições clássicas gregas. Também temos as tradições dos cultos de mistério e a tradição gnóstica; temos a tradição muçulmana, que era muito forte na Idade Média; temos a tradição celta e germânica e assim por diante. Esse é todo o vocabulário; é um tesouro maravilhoso no qual o artista vai buscar suas imagens.
De fato, elas vão coagular com ele se ele for um homem meio letrado. As imagens virão e vão se combinar com o que ele está dizendo. E eu cito como meu documento principal a tradição da literatura secular européia dos séculos XI e XII. Para juntar tudo isso, peguei a literatura que lidasse com temas comuns. Os dois temas comuns que, para mim, parecem apresentar uma influência dominante na escritura européia ocidental são o tema de Tristão e o do Santo Graal
. Começo com um grupo de escritores do fim do século XII e início do século XIII. Aí apresento ecos deles, primeiro em Wagner; depois a constelação em volta dele: Schopenhauer e Nietzsche; e seguindo até, é claro, Mann e Joyce
. Então, de maneira geral, vou e volto com o tema da terra devastada.
Rapaz, não é excitante? Esse conflito entre autoridade e experiência individual. Esse é meu tema principal do começo ao fim. E com ele vem a afirmação do indivíduo em sua experiência individual que só é possível hoje no mundo ocidental. Nossa religião foi importada do Levante com seu autoritarismo e até mesmo com a revolução protestante, que foi um tipo de triunfo do espírito individualista europeu, ainda apegado à Bíblia, então você tem que acreditar naquela coisa estúpida escrita Deus-sabe-quando. Mas a verdadeira literatura secular se desliga disso. E esse desligamento acontece com o Graal. É claro que ela começa a florescer justamente na época de Inocêncio III, o mais autoritário dos autoritários, mas acabou – parou bem ali, por volta de 1225-1230. A Inquisição é trazida à baila em 1232 e aí temos que esperar. E aí acontece a grande mudança. É claro que aí tenho que fazer uma ponte. Tenho que ir do começo ao fim. Mas é incrível o quanto devemos a uns poucos que fizeram tudo o que temos, que tiveram a coragem de dizer ‘vocês estão errados’. Eles são meus heróis. Mas temos também uma heroína, a primeira, e é ela quem começa tudo, seu nome é Heloísa. A Heloísa de Abelardo, ela é a rainha do livro. Em suma, é isso.
I – Você achou difícil juntar todas essas coisas e chegar a essas conclusões?
C – Ah, não, nenhum problema; foi o material mitológico que me mostrou tudo isso. Não tive problemas em compor as idéias desses livros porque tenho lido esse material por literalmente quarenta anos. O problema foi comprimir tudo em quatro volumes. Minha intenção inicial era um volume, e foi isso que combinei com a Viking Press. Minha cabeça estava estourando e me lembro vividamente que, num dia de manhã, acordei às quatro da manhã sabendo que eram quatro livros, sabendo sobre o que tratariam, engatinhei para fora da cama, de cabeça, para não incomodar minha esposa, e fui ao quarto de estudos e planejei a coisa toda.
I – Engraçado que tanto William James quanto Freud tiveram experiências semelhantes quando estavam nessa fase criativa. Freud acordou às duas da manhã e James, às três.
C – E eu, às quatro…está vendo?…Por isso eu tinha mais a dizer!
Além disso, permito-me ir mais passionalmente do que ia nos livros anteriores porque realmente penso que o clero merece uma boa sova. Eles sabem que o que eles estão ensinando já ficou para trás, mas ficam tentando trazê-lo de volta. Recentemente tenho tido experiências bem agudas nesse contexto. Aqui estou eu, alguém cuja vida toda foi dedicada à mitologia, e a igreja agora, parece, está interessada em mitologia. Então eles me convidam para esses diálogos e triálogos e tetrálogos e assim por diante. E quando coloco o que considero o credo tradicional cristão, até mesmo os padres anglicanos levantam suas mãos e dizem, “Ah, mas não acreditamos mais nisso”.
Mas eles ainda continuam com aquele livro. O que eles acreditam agora é no amor e na humanidade e tudo isso. Eu digo a eles: bem, você acha isso nos Upanishads, em Lao-Tsé; você pode achar isso em qualquer lugar, então qual é a sua declaração? Eles continuam afirmando que são únicos. Ora, São Tomás de Aquino disse que até um grego acreditava em Deus, mas um grego não acreditava que havia um pai, um filho e um espírito santo; que o filho tornou-se homem e foi crucificado e através dessa crucificação redimiu o homem do pecado original. Coloquei isso há apenas cinco dias e o bispo Fulano de Tal disse, “Ah, mas não falamos mais assim”.Então, o que dizem? Ainda assim, eles continuam com aquela reivindicação. Estão protegendo sua fé, estão mesmo - isso é engraçado. Esse movimento ecumênico na Igreja Católica é uma piada porque estão se apegando a sua exclusividade. Estão tentando dizer, sem dizer abertamente, que você tem quer ser batizado para ser salvo - não podem dizer algo diferente e continuar sendo católicos.
O homem é redimido pelo sacrifício de Cristo; participa-se do sacrifício participando dos sacramentos, que foram fundados pelo próprio Cristo e, fora disso, “fora da igreja não há salvação”. E com relação aos protestantes, sempre me lembro do personagem Stephen Dedalus de James Joyce, que diz no final do Retrato, quando lhe perguntam “Você vai se tornar um protestante?”, e ele responde, “Perdi minha fé, mas não perdi o respeito por mim mesmo”.